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Orientações Aos Nossos Pacientes !!! |
A
amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o
alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de
idade, como também por ter ação imunizante, protegendo-as de diversas
doenças. Crianças aleitadas no peito têm melhor desenvolvimento
mental e maior equilíbrio emocional. A amamentação é gratificante
para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo,
diminuindo a probabilidade de câncer de mama, ajudando na involução
do útero e na depressão pós-parto. Hoje, diz-se que o leite materno
é ecologicamente correto, pois não consome recursos naturais em sua
produção e não gera lixo, como ocorre com os leites artificiais, além
de ser mais barato. Porém, poucos sabem que a amamentação tem
reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança. Um
exercício muito importante Quando
a criança é amamentada, esta não só sendo alimentada, como também
fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e
musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito
pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao
maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do
peito. Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e
internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos. Mamar
no peito não é fácil, daí o bebê ficar bastante transpirado. Esse
exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e
dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a
preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele
ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no
bico. Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a
mamada é importante: a criança deverá ficar o mais
verticalizada, o que também facilita a deglutição do leite. Uma
atitude na tentativa de evitar apinhamento dental (dentes "encavalados") Maxilares
melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição,
diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos
firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se respirar
corretamente pelo nariz, evitando amidalites, pneumonias, entre outras
doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados
ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os
maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar "encavalados",
aumentando também o processo de cárie. A
amamentação prepara o bebê para a mastigação A
mamadeira costuma tomar-se uma companheira para a criança ao longo de
anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de
cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que
requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta
continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação
prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus
filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e
frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães
de que o que os habituou a essa dieta foi o uso prolongado da
mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de
obesidade e de estômago. Abandonando
a mamadeira A
partir dos quatro meses, quando a mãe lentamente começar a introduzir
outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e
colheres, evitando o uso de mamadeira ou "chuquinha". Evitando
hábitos prejudiciais Atrelada
à ma madeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito
tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos
dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração. Prevenindo
a cárie A
primeira consulta odontológica de uma criança deveria ser antes do
nascimento de seu primeiro dentinho; nesse primeiro encontro, o
odontopediatra orientaria a respeito da higienização, dieta e como
proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê.
Entre outras coisas, aconselharia os pais a acostumarem-se a levar seus
bebês ao dentista, assim como os leva ao pediatra, no sentido de se
poder acompanhar de perto o desenvolvimento destes na tentativa da
erradicação da doença cárie.
Meus
dentes podem ser clareados? Como
funciona o clareamento dental? Como
posso clarear meus dentes?
Posso
fazer sozinho ou preciso ir ao dentista? Os
produtos usados no clareamento são seguros à saúde geral? A
mídia divulgou que o clareamento doméstico poderia potencializar o
aparecimento do câncer. É verdade? Eles
provocam danos à gengiva? O
dente clareado fica enfraquecido? O
clareamento altera as restaurações já existentes? Posso
fazer clareamento em qualquer idade? Durante
o clareamento, o que devo e não devo fazer?
Não deve fazer:
Quanto
tempo dura o tratamento doméstico? O
dente clareado pode escurecer novamente? Quais
as contra-indicações do clareamento doméstico?
Devo
me preocupar em caso de atraso na vinda dos primeiros dentes de leite? Não,
pois a idade média normal para o nascimento é por volta de 6 meses de
idade. Um atraso em torno de mais 6 ou 8 meses ainda poderá ser
considerado dentro dos padrões da normalidade em nossa população.
Também poderemos ter dentes de leite que erupcionam (nascem) antes do
prazo médio, ou seja, logo após o nascimento ("dente
natal"), ou por volta de 2 a 3 meses de idade ("dente
neonatal"). Se isso ocorrer, procure o odontopediatra. Quando
nascer os dentes do bebê, poderá ocorrer febre ou diarréia? Sim.
Ao nascimento dos dentes do bebê, poderão ocorrer alguns sintomas,
como coceira e abaulamento da gengiva, com aumento da salivação,
estado febril, e até as fezes podem ficar mais líquidas. Para ajudar o
rompimento dos dentinhos e melhorar esse desconforto, deveremos oferecer
ao bebê alimentos mais duros e mordedores de borracha para massagear a
gengiva. Se
os dentes de leite são temporários, por que é importante tratá-los? A
presença dos dentes de leite é muito importante porque prepara o
caminho (guia) para a erupção dos dentes permanentes, mantendo em
equilíbrio harmônico o crescimento das estruturas da face (dentes,
ossos e músculos); proporciona uma mastigação e deglutição
adequadas dos alimentos e conseqüente digestão. Um dente de leite
comprometido seriamente por um processo de cárie poderá levar a uma
infecção, acarretando a má formação do dente permanente. Além
disso, quando deparamos com crianças esteticamente comprometidas,
percebemos que ocorrem nelas uma dificuldade de comunicação e
integração social. No
caso de perda do dente de leite por trauma (bater a boca), qual
procedimento deverá ser tomado? Se
a criança bater a boca, deverá procurar o odontopediatra, para o exame
e a radiografia da região atingida, fazendo uma avaliação do caso. Se
houver trauma, guardar o fragmento em soro fisiológico, para tentar o
procedimento clínico de colagem. Caso ocorra perda do dente, levar o
mesmo, em soro fisiológico ou leite, ao odontopediatra, onde será
feita a avaliação do procedimento adequado. O
uso da mamadeira estraga os dentes? O
uso da mamadeira após a erupção dos dentes poderá levar à chamada cárie
de mamadeira, quando apresentar um uso descontrolado e contínuo. O fato
de se adicionar outro componente, como açúcar e cereais, leva a um
aumento da cárie. Também recomendamos que a mamadeira noturna seja
suspensa tão logo erupcione o primeiro dente; caso haja dificuldade,
poderá se oferecer água pura. Assim, a Academia de Pediatria Americana
recomenda que o uso da mamadeira deverá ser interrompido dos 9 meses ao
1 ano de vida. Essa redução deverá ser gradual. Quando
deve ser iniciada a escovação dos dentes de leite? A
escovação dos primeiros dentes deverá ser iniciada assim que estes
estejam erupcionando, com escova infantil e de cerdas macias. Antes da
erupção dos dentinhos, a boca e a gengiva do bebê já deverão
ser limpas com a ponta de uma fralda ou com gaze embebida em água
filtrada. Os hábitos de higiene, aprendidos quando criança, serão
levados para a vida adulta. A
aplicação do flúor deve ser iniciada na dentição de leite? A
aplicação de flúor no consultório dentário deverá ser iniciada já
na dentição de leite (dentição decídua), assim que esta esteja
completa por volta de 2 anos e meio a 3 anos de idade. O flúor é um
dos agentes importantes na redução da cárie dentária (que é uma
doença infecto-contagiosa), em conjunto com outros métodos de prevenção,
tais como a escovação e a dieta equilibrada, além do consumo de água
fluoretada. O
uso da chupeta (ou mesmo chupar o dedo) faz os dentes entortarem ? Sim.
A chupeta ou a sucção do dedo leva a um desequilíbrio das arcadas
dentárias e a má posição dos dentes. O hábito da chupeta deverá
ser interrompido por volta dos 3 anos de idade, quando a criança já
está consciente de suas vontades e não requer mais a compensação de
sugar. Portanto, devemos encorajá-la a deixar o hábito, sendo, às
vezes, uma troca agradável e consciente. A retirada do hábito de sucção
do dedo requer mais consciência por parte da criança, força de
vontade e sua colaboração, que poderá acontecer um pouco mais tarde.
Nos casos mais severos, a avaliação de um psicólogo é recomendável.
O
uso de antibiótico pode manchar os dentes de leite?
O antibiótico que mais poderá levar a manchas nos dentes de leite é a tetraciclina, quando administrada durante a gestação em grande quantidade e longa duração. O mesmo pode acontecer para os dentes permanentes quando administrado à criança logo após o nascimento.
Quantos
dentes do siso existem? Existem
quatro dentes do siso: dois superiores, sendo um direito e um esquerdo,
e dois inferiores, também direito e esquerdo. Em
que idade eles normalmente erupcionam? A
erupção ocorre normalmente dos 17 aos 30 anos; portanto, são os últimos
dentes da dentição a erupcionar. Todo
mundo tem o dente do siso? Não. Quando
a gengiva do dente do siso que está erupcionando inflama, o que fazer? Deve
ser feita a remoção do tampão gengival que cobre parcialmente
a superfície dental (ulectomia) ou a curetagem gengival, ambos
realizados pelo profissional. O paciente, para melhorar esse quadro
inflamatório, poderá realizar higiene oral rigorosa no local;
bochechos com anti-sépticos bucais podem amenizar o quadro, mas, para
resolver o problema, o paciente deverá procurar um cirurgião-dentista É
verdade que o dente do siso empurra os outros dentes, provocando mudanças
de posição? Há
duas correntes: a primeira diz que, se houver espaço
suficiente para a erupção do siso e o paciente não tiver tendência a
apinhamento (mudança de posição), não haverá problemas; já a segunda
diz que, se o espaço for insuficiente e o paciente, submetido à
ortodontia e com tendência apinhamentos, ou mesmo, só submetido à
ortodontia, mas com a mesma tendência, poderá ter problemas futuros,
como o apinhamento de dentes Por
que às vezes eles não erupcionam? Porque
algumas pessoas não possuem mesmo o dente do siso (germe dental); às
vezes, não erupcionam por falta de espaço na arcada dental, ou ainda,
pela posição horizontal do dente, o que dificulta a sua irrupção. O
que acontece se ele ficar dentro do osso (não erupcionar)? Podem
produzir reabsorções de dentes vizinhos, transtornos dolorosos ao
paciente e possíveis degenerações (lesões císticas). O
que acontece se ele erupcionar parcialmente? A
erupção parcial ocorre geralmente por falta de espaço na arcada ou
pela posição horizontal do dente. Ambos os casos dificultam a erupção,
ocorrendo, dessa forma, a erupção parcial do siso. Esse quadro pode
provocar gengivites (inflamação da gengiva), abscessos na região,
irritação local, dor e edema. Quando
é indicada a extração do siso?
O
que é periodonto? É o conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação: gengiva, osso alveolar e fibras que ligam a raiz ao osso. O
que é Doença Periodontal (DP)? É a mesma coisa que gengivite? É
o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório,
que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos
dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a
inflamação só atinge a gengiva. Como
posso saber se já tenho a DP? O
sinal mais característico é o sangramento, mas devemos estar atentos
também para: alterações na posição dos dentes, mobilidade, retrações
gengivais, retenções de alimento, inchaço, etc. Ao
perceber sangramento durante o uso do fio dental, devo suspender esse
procedimento de limpeza? Não,
desde que esteja passando o fio corretamente. O sangramento denota a
presença de bactérias nessa região e, dessa forma, é conveniente
continuar com o uso do fio na tentativa de removê-las. Como
o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista? É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas para facilitar o acesso. Como
o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista? É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas para facilitar o acesso. Como
o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista? É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas para facilitar o acesso. Uma
vez tratada a doença, os tecidos recuperam-se integralmente? Não, sempre ficam seqüelas, com exceção das gengivites. A doença periodontal deixa como seqüelas alterações estéticas como: deslocamento na posição do dente, retração gengival com conseqüente aumento no comprimento do dente, etc. Existem procedimentos cirúrgicos e protéticos que podem minimizar esses defeitos. Existem
medicamentos indicados para o tratamento? Não é possível o tratamento desta doença somente com medicamentos, sejam estes locais ou sistêmicos. A placa bacteriana aderida ao dente tem que ser removida mecanicamente. Qual
a causa da DP? A placa bacteriana aderida ao dente é a única causa, porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência, etc. De
quando em quando se fazem os retornos para a manutenção após o
tratamento? As
visitas para manutenção devem assegurar a estabilidade da condição
de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a progressão
da doença como a sua recidiva. Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de 3/3 meses e de 4/6 meses para a maioria das pessoas. É
possível prevenir esta doença? A sua prevenção pode ser feita unicamente removendo a placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica com fio dental e escova, mais limpezas periódicas feitas pelo dentista.
Você
terminou seu tratamento e poderá pensar assim: "Graças a Deus
agora não preciso ir ao dentista por um bom tempo, quem sabe só daqui
a uns 2 ou 3 anos".
O
flúor faz mal à saúde? Não.
O flúor é benéfico, pois reduz a cárie dentária, um grande problema
de saúde que afeta mais de 95% da população. Porém, deve ser
ingerido na dosagem correta, para haver a prevenção sem efeitos
colaterais. De
que maneira o flúor fortalece o dente? Ele
eleve estar presente na saliva e, conseqüentemente, banhando os dentes,
interferindo nos microrganismos produtores da cárie e alterando os
cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie. Quais
as formas de se usar o flúor? O
flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público e
do sal de cozinha e pode ser adicionado ao leite (geralmente em
programas alimentares em escola) sob a forma de comprimidos ou gotas.
Essas formas são chamadas de "sistêmicas", porque têm um
metabolismo próprio no corpo humano. O flúor pode ser usado localmente
nos dentes por meio de cremes dentais (pastas de dente), bochechos,
aplicações tópicas realizadas por dentistas ou auxiliares ou, ainda,
por vernizes fluoretados. A
aplicação tópica periódica de flúor em crianças funciona? E nos
adultos? A
aplicação periódica de flúor em crianças funciona, reduzindo o
risco de cárie. A freqüência maior, em geral, é mais benéfica. Já
a aplicação tópica em adultos reduz a incidência de cárie, embora
com resultados mais modestos do que em crianças. Deve-se lembrar que a
interrupção do uso do flúor pode aumentar ligeiramente o aparecimento
de novas cáries. Deve-se
tomar flúor na gravidez para benefício da criança? Não
se deve tornar flúor na gravidez, pois se a mãe recebe normalmente o
flúor sistêmico, através da água, por exemplo, uma pequena parte do
flúor chega até o feto. Por outro lado, se a gestante não receber flúor
sistêmico e começar a tomá-lo na gravidez, serão necessários cerca
de 6 meses para haver embebição e saturação do flúor no corpo da mãe,
para depois chegar ao filho. Se somarmos esses 6 meses com 2 meses,
aproximadamente, para o diagnóstico da gravidez, o tempo útil fica
reduzido. Quando
se deve fazer a primeira aplicação de flúor na criança? A
primeira aplicação de flúor deve ser feita o mais precocemente possível,
isto é, após o nascimento dos dentes de leite. O
flúor interfere na doença gengival? Não.
Somente de forma indireta, pela redução da cárie. Nas
cidades onde existe fluoretação de água, há problema em usar pasta
ou bochecho com flúor? Não
há problema em usar pasta ou bochechos com flúor em cidades com
fluoretação das águas, desde que não ocorra ingestão da pasta ou da
solução do bochecho. Faz
mal à criança engolir pasta com flúor? Não
é recomendável. Se ocorrer a ingestão sistemática (sempre que
escovar os dentes) por muitos anos, esta poderá causar a fluorose dentária.
O volume de pasta a ser colocado na escova deve ser limitado a 0,5 cm,
ou menos em função da idade da criança. A ingestão ocasional
não traz maiores problemas.
Existem
riscos quanto à anestesia local? Não
existe desde que o dentista conheça o efeito dos anestésicos e as
alterações que ocorrem durante a gravidez. As gestantes podem
apresentar uma elevação da pressão arterial e isso deve ser levado em
conta. O dentista, juntamente com o ginecologista, deverá escolher o
anestésico apropriado. A
gestante pode ser radiografada pelo dentista? Pode.
No primeiro trimestre (período da embriogênese), as radiografias devem
ser evitadas. No caso de tomadas radiográficas serem imprescindíveis,
o avental de chumbo deverá ser utilizado em qualquer fase gestacional. Dizem
que, na gravidez, os dentes "estragam" com mais facilidade.
Isso é verdade? Não.
A gravidez não é responsável pelo aparecimento de cárie e nem pela
perda de minerais dos dentes da mãe para formar as estruturas
calcificadas do bebê. O aumento da atividade cariogênica está
relacionado com alterações da dieta e presença de placa bacteriana
pela limpeza inadequada dos dentes. E
quanto à gengiva? Ela se inflama com mais facilidade? A
gravidez também não causa inflamação na gengiva. Apesar de haver uma
maior vascularização do periodonto, a gravidez só afeta áreas
inflamadas e, não, a gengiva sadia. Mais uma vez: é a presença da
placa bacteriana que causa a gengivite. Existem
cuidados especiais para a higiene bucal? Os
cuidados são os mesmos de uma mulher não grávida: limpeza diária dos
dentes com uso adequado da escova e fio/fita dental. A
qualidade dessa limpeza é mais importante do que a freqüência. Se
houver algum ponto da gengiva com sangramento, essa região deverá ser
limpa melhor. Se após 3 dias a gengiva continuar sangrando, a gestante
deve procurar a ajuda de um dentista. Quando
os dentes do bebê começam a se formar? Os
"dentes de leite" começam a se formar a partir da 6ª semana
e os dentes permanentes, a partir do 5º mês de vida intra-uterina. Existe
algum fortificante para ser tomado a fim de assegurar uma boa dentição
para o futuro bebê? Os
"fortificantes" estão numa alimentação balanceada, constituída
por diferentes grupos de alimentos (carnes, frutas, legumes e verduras,
cereais, leite e derivados). As avitaminoses podem comprometer o
desenvolvimento normal dos dentes. Se houver necessidade de vitaminas, o
ginecologista determinará a prescrição necessária. E
o flúor? A gestante deve tomar visando à dentição do bebê? O
fato de a gestante tomar flúor durante a gestação não significa que
o bebê terá menos cárie. Ele é mais importante depois da erupção
dos dentes, que se inicia mais ou menos aos 6 meses de idade. A
amamentação é importante para os dentes do bebê? A
amamentação natural durante o primeiro ano de vida é fundamental para
a prevenção das muitas das más oclusões. Além da importância
afetiva e nutricional, o exercício muscular durante a sucção no seio
favorece a respiração nasal e previne grande parte dos problemas de
posicionamento incorreto dos dentes e das estruturas faciais. E
então, o que deve a gestante fazer para que seu bebê tenha bons
dentes? Antes
de tudo, ela própria precisa ter saúde. O nível de saúde bucal da mãe
tem relação com a saúde bucal da criança. Os pais, particularmente a
mãe determinam muito o comportamento que os filhos adotarão. Hábitos
saudáveis são fundamentais como, por exemplo, hábitos de limpeza
bucal e de alimentação equilibrada. Uma boa, alimentação significa
também evitar a freqüência de produtos açucarados. 0 açúcar
natural dos alimentos é suficiente para a saúde da gestante e o
desenvolvimento do bebê. Após
o nascimento, quando devo levar a criança pela primeira vez ao
dentista? A primeira visita ao odontopediatra deve acontecer por volta da erupção dos primeiros dentinhos de leite, ocasião em que os pais receberão orientações a respeito das causas e da transmissão da cárie, da alimentação, da limpeza dos dentes do bebê e do uso adequado do flúor. A educação em saúde assegura a chance de a criança crescer sem problemas bucais.
O
que é preciso saber sobre hábitos bucais? 0
hábito é a repetição de um ato (por exemplo, sucção de chupeta),
com uma determinada finalidade (por exemplo, carência afetiva). Alguns
hábitos, com o decorrer do tempo, podem-se tornar indesejáveis, dentre
eles, podemos citar o uso da mamadeira e da chupeta e a sucção do
dedo. Por
que é preciso se preocupar com eles? A
sucção de dedo, chupeta ou mamadeira é um fator que pode interferir
no desenvolvimento da criança, podendo levar a alterações bucais,
tais como: mordida aberta, mordida cruzada, inclinação dos dentes,
diastemas, alterações no padrão de deglutição, etc. Essas
alterações sempre ocorrem? Não.
O hábito precisa de certa intensidade e freqüência ao longo do tempo
para promover alterações. O
que se pode fazer para prevenir essas alterações? A
criança com até 2 anos de idade encontra-se na fase oral, em que a
satisfação é centrada na cavidade bucal. Portanto, a sucção é
muito importante. Em algumas crianças essa necessidade é maior. O
importante é não deixar o hábito se tomar um vício. Esses hábitos
devem ser removidos o quanto antes, e de forma gradativa, para que não
se altere o equilíbrio psicológico e físico da criança. Caso
existam alterações, o
que
pode ser feito? O
odontopediatra orientará o que for melhor para cada caso, podendo
encaminhar para outros profissionais, como o fonoaudiólogo e o psicólogo. Sempre
é necessário o uso de aparelhos? Não.
Quando o hábito é removido aos 3 ou 4 anos de idade, alterações como
a mordida aberta podem-se autocorrigir. É
necessário o uso da chupeta? Algumas
crianças não fazem a sucção devida na amamentação, sentindo
necessidade de complementação com a sucção da chupeta ou do dedo. Como
remover o
hábito? Sempre
que possível, devemos conversar com a criança, explicando o porquê da
remoção, fazendo reforços positivos, motivando com muito amor e
compreensão. Deve-se usar muita criatividade, procurando distrair a
criança. Como
remover a mamadeira? Podemos
ir diluindo, com água, o leite da mamadeira, deixando-a menos saboroso,
até que fique só água. Motivar a criança a usar copo com bico
especial, com desenhos etc. A criança pode estar utilizando o bico da
mamadeira só para succionar, sem ter a necessidade de ingerir o leite. Como
remover a chupeta? Desde
o nascimento, a criança não deve ser acostumada a ficar o tempo todo
com a chupeta na boca, ela deve ser dada apenas em momentos de tensão;
dessa forma, ela não ficará viciada no seu uso. Nunca oferecer mais de
uma chupeta por vez e não a deixar pendurada na roupa da criança,
evitando que fique sempre à sua disposição. Quando o bebê adormecer,
remover a chupeta da boca. Com esses cuidados, naturalmente a criança
deixará de necessitar da chupeta. Caso já existam alterações bucais,
deve-se procurar o profissional, e o hábito deve ser removido o quanto
antes, sempre se rejeitando a individualidade da criança, procurando
mostrar-lhe o problema causado e incentivando-a a largar a chupeta. Como
remover o hábito de sucção do dedo? Devemos
evitar a instalação do hábito de sucção de dedo, pois a sua remoção
é mais difícil, já que o dedo está sempre à disposição. Muitas
vezes, e necessário o auxilio do psicólogo, pois o componente
emocional é maior. É
preciso procurar ajuda profissional? O profissional tem um papel importante na orientação e remoção desses hábitos. Ele ajuda os pais, orientando sobre qual a melhor conduta e maneira de conversar com a criança, evitando a chantagem, a punição e a repressão. O profissional motivará a criança com modelos, fotos, pastas de motivação, histórias etc.
Todas as pessoas têm mau hálito? Se
considerássemos o hálito desagradável ao acordar, praticamente 100%
da população seria portadora de halitose. Por isso, o hálito da manhã
é considerado fisiológico. Ele acontece devido à leve hipoglicemia,
à redução do fluxo salivar para virtualmente zero durante o sono e ao
aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Quando esses
microorganismos atuam sobre restos epiteliais descamados da mucosa bucal
e sobre proteínas da própria saliva, geram componentes de cheiro
desagradável (metilmercaptana, dimetilsulfeto e principalmente
sulfidreto, que tem cheiro de ovo podre). São os compostos sulfurados
voláteis, conhecidos abreviadamente por CSV. Após a higiene dos dentes
(com fio dental e escova), da língua (com limpador lingual) e após a
primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve
desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo
tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado. É
possível que eu tenha mau hálito e não saiba disso? Como
eu posso saber se tenho ou não mau hálito? Então,
dá para se medir o hálito? Qual
a causa do mau hálito? O
que é saburra? Se
a saburra é formada por microorganismos, o mau hálito é contagioso? O
que predispõe à formação de saburra? Como
se livrar da saburra e do mau hálito?
As
duas primeiras abordagens garantem um hálito agradável; porém, exigem
a manutenção desses cuidados. A terceira abordagem, uma vez realizada
com sucesso, garante resultados mais duradouros, sem a necessidade de
manutenção do uso de produtos para o controle de saburra, porque esse
procedimento corresponde à eliminação da causa primária. Como
posso melhorar meu hálito que acontece só de vez em quando? Então
o uso de gomas de mascar melhora o hálito? Tenho
gastrite. Acho que é por isso que tenho mau hálito. O mau hálito pode
vir do estômago? Já
consultei vários profissionais sem ter a solução para o meu problema.
Halitose tem cura?
É bem verdade que muita gente sente um certo "frio na barriga" só de pensar em enfrentar uma consulta odontológica. Aquela anestesia e aquele barulho do "motorzinho" realmente são fantasmas para muitas pessoas. Contudo em nossos dias, este medo faz parte do passado. Hoje os medos das pessoas são outros: segurança, habitação, educação, economia, ... Gradualmente o tratamento odontológico vem deixando de ser uma preocupação das pessoas no que se refere ao desconforto. No
início dos tempos, a odontologia era meramente extracionista, ou seja,
para eliminar a dor, extraia-se o dente. Nesta fase ela era praticada
com poucos recursos e o resultado não poderia ser outro, senão a dor. Numa
segunda fase aperfeiçoam-se técnicas que permitem a
restauração e recuperação de dentes antes não conseguida.
Mobilidade
natural, "fisiológica" Os
dentes naturais apresentam uma pequena mobilidade, isto é, quando os
dentes estão em função, eles sofrem uma movimentação dentro do seu
alvéolo que é considerada normal (fisiológica). Essa mobilidade é
conferida pelo ligamento periodontal que, a grosso modo, são fibras que
unem o dente ao alvéolo (osso ao redor do dente). Mobilidade
causada por acidentes Quando o dente sofre uma pancada (traumatismo), o ligamento periodontal, que é composto por fibras, é então estirado ou comprimido. A conseqüência disso é um aumento da mobilidade do dente. Quanto maior o trauma, maior será a lesão das fibras do ligamento periodontal e também maior será a mobilidade desse dente. Normalmente, a cura é espontânea e, em casos mais severos, é necessário fixar o dente traumatizado temporariamente. Mobilidade
causada por doença periodontal A
doença periodontal provoca a reabsorção do osso alveolar que circunda
o dente e também a destruição do ligamento periodontal. Essa destruição,
causada por bactéria, é gradual, lenta e indolor e, como conseqüência,
provoca um aumento progressivo da mobilidade dental, que agora já não
é mais considerada fisiológica. Há a necessidade de tratamento, que
consiste inicialmente em fazer raspagem da placa bacteriana aderida à
superfície radicular. Mobilidade
relacionada com prótese e restauração Os
dentes não se encontram isolados na boca, eles fazem parte de uma
engrenagem. Os dentes superiores se relacionam com os inferiores em várias
posições e de uma forma dinâmica (oclusão). Quando se realiza uma prótese
ou uma restauração, esta deverá respeitar a oclusão, se não,
poderemos ter o que se chama "contacto prematuro". Esse
contacto interferente poderá causar mobilidade dental, pois haverá um
aumento de carga sobre esse dente restaurado. Para a correção, deverão
ser realizados ajustes nesses trabalhos ou, ainda, a sua substituição. Mobilidade
causada por pulpites (inflamação da polpa dentária) Essa inflamação, que ocorre dentro do canal, pode provocar também uma inflamação das fibras periodontais que circundam a raiz do dente afetado. Em decorrência disso, temos uma maior mobilidade e esta pode ser acompanhada de um descolamento (extrusão) dando a sensação de dente "crescido". Após o tratamento endodôntico (canal), a inflamação desaparece e o dente volta a seu lugar e a ter a mobilidade natural (fisiológica). Mobilidade
relacionada à articulação dentária Quando
um dente estiver mal posicionado, pode interferir na mordida
(relacionamento dos dentes superiores e inferiores). Como conseqüência,
esse dente receberá uma carga excessiva, a qual poderá causar um
aumento da mobilidade. Há necessidade de ajuste para distribuir as forças
mastigatórias entre todos os dentes. Mobilidade
causada por tratamento ortodôntico (correção de dentes mal
posicionados) Para a correção da má posição de um dente, é necessário aplicar uma determinada força nele, fazendo a movimentação do dente. Isso é feito através de aparelhos ortodônticos fixos ou móveis. Entretanto, esse tratamento provoca um aumento na mobilidade do dente, principalmente logo após a ativação (apertamento) do aparelho. Depois de 48 horas, a mobilidade excessiva volta a níveis normais.
Qual
a função da pasta dental? Qual
a quantidade de pasta ideal? Qual
a diferença entre pasta dental anticárie, antitártaro e antiplaca? Quais
os tipos de flúor e sua concentração na pasta? Qual
a função do bicarbonato de sódio? Existe
diferença na abrasividade das pastas? Qual
a idade ideal para introduzir a pasta dental na higiene da criança? As
pastas para sensibilidade são efetivas? Qual a duração do seu efeito? Como
funcionam e quais os tipos de pastas clareadoras? Existem contra-indicações? Qual
a pasta ideal? Qual
a diferença entre pasta, gel ou creme na efetividade das pastas dentais?
O
que são selantes? Os
selantes são materiais plásticos transparentes, brancos ou matizados
que são usados para "pintar" as superfícies rugosas dos
dentes posteriores (pré-molares e molares), as quais usamos para
mastigar os alimentos, promovendo a sua proteção. O selante age
como uma barreira, uma película protetora que, facilitando a limpeza
dos restos alimentares e o controle da placa bacteriana, reduz o risco
de essas superfícies cariarem-se. Essa película protetora de selante não
deve ser muito espessa, pois poderá interferir na oclusão (na
mordida). Ela deve apenas cobrir as superfícies rugosas dos dentes
posteriores. Em
quem não deve ser aplicado? Naquelas
pessoas de baixo risco de cárie, com dentes que tenham sulcos e fóssulas
rasas, o que permite fácil limpeza. Para ser feita a aplicação do
selante, é necessário que a superfície do dente esteja limpa e seca
e, portanto, o paciente deve ser colaborador. Existe
algum inconveniente? Nenhum.
Apenas deve ser aplicado quando o dentista tiver certeza de que no fundo
dos sulcos não existem cáries. Como
são aplicados os selantes? Leva
cerca de poucos minutos para um dente ser selado. Primeiro, o dente que
vai ser selado deve ser limpo, depois, sua superfície rugosa é
preparada e o selante é aplicado, ficando aderido à superfície rugosa
do dente. Por
que os selantes são necessários? Os
dentes posteriores, os quais usamos para triturar os alimentos, contêm
fissuras e fóssulas: pequenas ranhuras e depressões onde os restos
alimentares e a placa bacteriana ficam retidos e se acumulam e onde as
cerdas das escovas não conseguem limpar. A cerda de uma escova de dente
é muito larga para poder alcançar o fundo desses sulcos e fissuras.
Formando uma película protetora, os selantes protegem o dente dos
restos alimentares e da placa bacteriana, diminuindo, assim, o risco de
cárie. Em
quem os selantes devem ser aplicados? As
crianças são as maiores beneficiadas. Os selantes devem ser aplicados
em seus dentes, especialmente naqueles recém-erupcionados. Os selantes
são recomendados para todas as crianças, mesmo aquelas que recebem
aplicações tópicas de flúor ou que vivem em uma comunidade com água
fluoretada (como a Grande São Paulo). O flúor ajuda no combate à cárie,
mas é menos efetivo nas superfícies rugosas dos dentes. O
selante pode ser aplicado em pacientes adolescentes ou adultos? Sem
dúvida, desde que o paciente apresente risco de cárie, ou seja,
presença de placa cariogênica, consuma guloseimas fora dos horários
das refeições principais, esteja consumindo medicamentos que diminuam
o fluxo salivar ou apresente à mancha pré-cariosa nos sulcos e nas
fissuras. 0
selante necessita ser reaplicado? Quando
o selante é aplicado, ele "escorre" e penetra nas fóssulas e
fissuras do esmalte do dente. Durante a mastigação, irá ocorrer um
desgaste natural dessa película protetora e, por isso, para manter o
efeito protetor, há necessidade de verificação periódica durante as
visitas de retorno; assim, o dentista determinará se a reaplicação é
necessária. OBS: Pergunte ao seu dentista se você e seu filho podem se beneficiar com a aplicação de selantes em seus dentes posteriores.
Situações
de emergência envolvendo a boca e os dentes quase sempre se transformam
em experiências dramáticas para pais e crianças. As estatísticas
mostram que cerca de 14% das crianças e adolescentes passam, de alguma
forma, por essas situações de emergência. Por isso, é importante
estar preparado para se ter a atitude correta num momento desses.
Apresentaremos, assim, os traumatismos mais comuns e qual a melhor
atitude que deve ser tomada em tais circunstâncias. Cortes
e sangramentos Quando
uma criança sofre um traumatismo que provoca corte ou sangramento,
deve-se colocar no lugar, sobre o ferimento, uma compressa de gaze ou
pano limpo e pressionar bem, para que o sangramento seja controlado.
Muitas vezes, é necessário suturar o ferimento, para que a cicatrização
se processe de maneira adequada, e, tão logo seja possível, deve-se
consultar um dentista. Os
primeiros passos de uma criança Os
acidentes mais comuns que ocorrem na dentição de leite são os que
envolvem bebês e crianças que estão aprendendo a andar. O dente
amolece em seu alvéolo ou é deslocado de sua posição original,
podendo se deslocar para dentro do alvéolo (intuir) ou descer,
dificultando o fechamento da boca. O dentista deve ser consultado,
para que a extensão do dano seja avaliada. Muitas vezes, esse dano é
maior do que aparenta ser. Freqüentemente, é preciso radiografar
o dente e observar por um período determinado. O dentista deve também
orientar os pais sobre os cuidados a serem tomados na área afetada,
assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição
permanente. Mudança
de cor do dente que sofre traumatismo É
comum ocorrer, após 2 ou 3 dias do acidente, uma mudança de cor,
um escurecimento da coroa do dente. Essa mudança pode se perpetuar;
nesses casos, quase sempre há perda de vitalidade do dente, e um
tratamento de canal se faz necessário. Nos dentes de leite, nem sempre
uma mudança de cor da coroa significa perda da vitalidade e, em muitos
casos, a cor poderá retornar ao seu normal. O dentista deve ser
consultado, para ser feito o acompanhamento. Dente
fraturado É
comum a fratura de um ou mais dentes em conseqüência de um
traumatismo. Além disso, muitas vezes, pode ocorrer que o nervo do
dente se danifique. Deve-se sempre consultar o dentista, para que ele
possa avaliar a extensão do dano, tratar a fratura e prevenir
eventualmente problemas da vitalidade futura do dente. A melhor maneira
de se evitarem fraturas nos dentes é preveni-las; assim, no caso de
esportes, como andar de bicicleta, andar de "skate", basquete,
vôlei, jogos de futebol ou "rugby" e outros esportes
coletivos, é importante o uso de protetores bucais. Converse com o
seu dentista a respeito. Perda
total de um dente Em
certas circunstâncias, como impactos horizontais, é comum acontecer um
deslocamento total do dente. É essencial que determinadas condutas
sejam adotadas imediatamente, para que se aumentem as chances de salvar
esse dente. Se o dente for de leite, a colocação deste novamente
em seu lugar não é indicada; a probabilidade de sucesso é mínima. No
caso do dente permanente, o reimplante é indicado. Para
que se obtenha sucesso no reimplante, é necessário: *Manter
a calma e fazer a criança morder uma gaze ou um pano limpo, com
pressão para que se possa controlar o sangramento. *Ache
o dente. *Pegue
o dente somente pela coroa. Não toque na raiz. *Resíduos devem ser cuidadosamente retirados do dente com soro fisiológico ou leite morno. Não esfregue o dente. *Coloque
o dente de volta no seu lugar (no alvéolo) na boca da criança.
Não se esqueça: a parte côncava do dente é do lado de dentro
da boca. Faça a criança morder uma gaze ou um pano limpo, para
que o dente se mantenha na posição. Procure imediatamente um
dentista. *Se
você não conseguir colocar o dente em sua posição,
mantenha-o em uma solução de soro fisiológico ou em leite
morno ou mesmo na boca da criança (debaixo da língua) e
procure imediatamente um dentista. O resultado final de um
reimplante depende muito do período que o dente ficar fora do
alvéolo e da conservação do mesmo nesse período. O dente
deverá ficar fora de seu alvéolo o menor tempo possível. *O
dente reimplantado deverá ser "fixado" pelo dentista
em sua posição e ter o seu canal tratado; mesmo assim, com o
decorrer do tempo, haverá uma diminuição do tamanho de sua
raiz. O tempo médio da permanência de um dente reimplantado na
boca é de 1 até 5 anos; muitas vezes, esse tempo é o necessário
para que a oclusão se defina e novas condutas possam ser
tomadas. |
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